"Até onde as leis da matemática se refiram à realidade, elas estão longe de constituir algo certo, e na medida em que constituam algo certo, não se referem à realidade." - Albert Einstein.

A PNL:

Apesar de falarmos em mapa e em território não se trata de Geografia, falamos de um dos principais pressupostos da PNL – Programação Neurolinguística, que diz: O Mapa não é o Território.

A PNL, como sabemos, é uma das “ferramentas” mais modernas e eficazes para o treinamento e desenvolvimento humano, aplicável em todas as áreas da vida. A PNL não é uma tecnologia, não é uma ciência, é mais do que um conjunto de técnicas focando a excelência dos resultados. A PNL não é apenas pra comunicadores, líderes, terapeutas, vendedores... A PNL é pra todos. Ela é uma NOVA ATITUDE.

Semântica Geral:

Ao longo dos anos várias pessoas extraordinárias deram importantes contribuições à Programação Neurolinguística. Dentre estas mentes brilhantes, o polonês Alfred Korzybski teve grande destaque. Ele foi um célebre matemático e filósofo que viveu entre 1879 e 1950, e cooperou com um dos principais conceitos da Neurolinguística: A Semântica Geral, de onde saíram bases para o Metamodelo de Linguagem, Mapas e Filtros, Sistemas Representacionais e Boa Formulação de Objetivos. É impossível não destacar a pressuposição: O MAPA NÃO É O TERRITÓRIO.

O mapa não é o território:

Imagine que você tem em mãos o mapa do Brasil. O mapa é bem pequeno, já o território brasileiro tem 9.372.614 km2. Logo, podemos afirmar que o mapa não é o território, é apenas a sua representação.

O mapa é a soma de coisas que vimos, ouvimos, sentimos e vivenciamos, pois tudo o que nos acontece, desde quando nascemos, é codificado e armazenado em nossa mente, formando o nosso mapa mental, também chamado de mapa de mundo. O nosso mapa mental afetará (positiva ou negativamente) os nossos comportamentos, as nas nossas crenças (limitantes ou edificantes) e até mesmo os resultados adjacentes.

Enquanto o mapa representa a nossa realidade subjetiva (percepções e interpretações pessoais), o território representa a realidade objetiva – aquilo que é fato. Nós não temos acesso direto à realidade objetiva, nós a representamos individualmente através dos nossos sistemas de representação (os cinco sentidos) e lhe damos significado.

O interessante é que o nosso cérebro não faz distinção entre a realidade subjetiva e a objetiva. Toda vez que nós representamos algo - vendo, ouvindo e sentindo, para o nosso cérebro isso se torna realidade. Exemplo?

Você pode pensar num sabor de algo que você detesta... Talvez o cheiro... Mesmo que seja apenas imaginação, o seu cérebro vai receber um estímulo como se fosse verdade – como se você estivesse sentindo o gosto ou o cheiro desagradável.

Exemplos para entendermos que o mapa não é o território:

Um casal pode falar do mesmo assunto, comer no mesmo restaurante, viajar para o mesmo lugar, passar pela mesma experiência e ainda assim apresentar percepções e opiniões diferentes (ainda que sejam semelhantes), afinal, os mapas não são iguais, cada um cria a sua própria realidade - a sua própria verdade.

O Brasil tem 26 estados e o Distrito Federal, no entanto, se dividíssemos alguns estados e chegássemos a 35 estados, por exemplo, mudaríamos o mapa, mas o território continuaria o mesmo.

Colocando em prática...

Na comunicação:

O mais importante na comunicação é o resultado que obtemos... Não o que queremos dizer, mas o que de fato as pessoas entendem e o impacto que geramos nelas.

Na liderança:

Um bom líder é compreensivo, encantador e persuasivo. E entender o mapa mental (o que vêem... o que ouvem... o que sentem) dos liderados é determinante para isso.

Em vendas:

O mapa do cliente e do vendedor é diferente, então o cliente compra por suas próprias razões e não pelas do vendedor. "As pessoas não gostam que você venda para elas. Mas lembre-se que elas adoram comprar." (Jeffrey Gitomer)

Relacionamento Interpessoal:

Não podemos condenar, julgar, sermos intolerantes ou inflexíveis com indivíduos que partilham de idéias diferentes das nossas. Lembre-se sempre que o que determina o mapa são as experiências que tivemos. Neste caso o “certo” ou “errado” é relativo...  Possuímos verdades diferentes.

Metas e Objetivos:

Em muitos casos tentamos coisas diferentes, para que os resultados sejam outros, mas acontece tudo igual (ou quase)... O que fazer? Flexibilizar e fazer diferente... Ampliar o mapa.

Na atitude (comportamento):

Nem sempre o resultado é o mais importante. O significado que damos aos fatos é que se torna determinante.

No sucesso:

Podemos “modelar” pessoas de sucesso, compreender o seu mapa mental, adotar as mesmas estratégias e obtermos a mesma classe de resultados.

Conclusão:

Quando descobrimos que O MAPA NÃO É O TERRITÓRIO, temos a possibilidade de sermos pessoas melhores... Lideres extraordinários... Profissionais incomuns... Passamos a julgar menos, a olhar o outro de forma diferente e a entender porque “ele” pensa e age desta ou daquela maneira... Assim seremos capazes de desenvolver relacionamentos mais ricos e duradouros... E seremos pessoas bem sucedidas.

Desejo tudo de bom e mais um pouco.

Tags: | Categorias: Programação Neurolinguística

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